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Segunda-feira, Março 26, 2007
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um poema
estranha noite lá fora
parece faltar aquela luz
até a lua fenece
na solidão, sem clarão,
nada induz
estranho vazio recôndito
em mim, sem teu calor
de suspiros
azuis
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GEORGE CARDOSO
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1:12 PM
Terça-feira, Março 13, 2007
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Se ligue aí!

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GEORGE CARDOSO
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11:32 AM
Quarta-feira, Março 07, 2007
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Balada pra Shakespeare
ser ou não ser
é uma questão de viver,
de caminhar por'aí,
cantar e sentir
saber [por hora] ouvir
e ter o que dizer,
escutar boa música,
[de repente] um livro abrir
perceber que à noite existe sol
e de dia as estrelas e a lua
continuam lá [no mesmo lugar]
ter ou não ter
é uma questão de querer
se interessar, permitir,
flertar e intuir
saber que basta
uma flor se abrir
pra [quem sabe?] você sorrir
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GEORGE CARDOSO
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2:53 PM
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
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Deu no jornal O Tempo de hoje...
[Clipping]
"Alarido" - Alarido
Independente - R$ 20
As boas composições e a execução competente das 15 faixas que compõem o CD de estréia garantem um lugar de destaque ao grupo Alarido na chamada nova cena da música mineira.
Canções como "Memórias de um Amor Eterno em Vida" ou "Receita Diária" revelam influências elásticas, que parecem abarcar desde o cruzamento de MPB com rock praticado, nos anos 70, por grupos como Secos e Molhados e Mutantes até ecos da vanguarda paulistana.
Essa segunda faixa, particularmente, poderia perfeitamente estar num outro bom CD de estréia de uma outra boa banda mineira, o Porcas Borboletas, que, por sua vez, não nega as influências que tem de Itamar Assumpção e congêneres.
Quando parte para esse lado, a propósito, é que o Alarido se sai melhor. "Receita Diária", "Cidade de João Ninguém", "Caminho" e a instrumental "Tapôa", de feição pop-jazz, demonstram uma certa disposição para a invenção e a experimentação.
Por mais estranho que possa parecer, essa vocação se revela plenamente na não-música que dá nome à banda. A faixa "Alarido" é simplesmente isso, um alarido, um burburinho, uma sobreposição de vozes e risos que se constitui numa proposição estética questionadora do que seja música hoje.
Mas, claro, disco é para vender, então o grupo se apóia, na maior parte do álbum, em músicas que se filiam a uma MPB mais castiça, com ligeiro verniz roqueiro, que tem seus esteios e referências muito bem estabelecidos.
Sim, são, como disse, boas composições, executadas com competência, mas com um leve sabor de lugar-comum. (Daniel Barbosa)
Fonte: http://www.otempo.com.br/magazine/lerMateria/?idMateria=77516
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GEORGE CARDOSO
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1:27 PM
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
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Banda Alarido lança primeiro CD em BH
[Assessoria de Imprensa/Release]
Daniel Protzner/divulgação
Os caras novos da Cidade de João Ninguém que alteram os sons de Beagá
Saídos da "Cidade de João Ninguém", sem regras e com muita criatividade e sons na bagagem, a banda belo-horizontina ALARIDO desembarca na UTÓPICA MARCENARIA (Av. Raja Gabaglia, 4.700, Sta. Lúcia), na noite do dia 7 de fevereiro, para fazer sua algazarra musical com o show de lançamento de seu primeiro CD.
Com seis anos de existência, após dez meses de concepção do trabalho, a banda apresenta um primeiro CD puramente autoral de faixas com mesclagens que vão do blues, folk, jazz e rock, e que se fundem a ritmos brazucas: como o samba, maracatu, baião, samba-rock, entre outros. Um trabalho que pode ser incluído na safra de novos artistas da MPB contemporânea, ou da MBM - Música Brasileira Mundializada, como define o crítico Arthur Nestroviski - que, defende a banda, "não deixa de ser popular'.
Nas letras - maioria assinada por Eurípedes Neto, vocalista e violonista na banda -, críticas e crônicas do cotidiano estão presentes (em músicas como "Receita Diária", "Cidade de João Ninguém" e "Cara novo, mundo louco") e se somam a uma poética lírica e bucólica, de canções como "Vida a dois", "Novo dia" e "Sensibilidade".
Tendo já se apresentado no circuito de casas noturnas de BH, diversas cidades mineiras e até em São Paulo, a ALARIDO prima pela presença cênica nos shows, abusando do bom humor, que no CD está mais que visível nas vinhetas, como em "Av. Viés", que abre a música "Receita Diária", ou "Alarido", que exemplifica o porquê do nome adotado.
Segundo o dicionário Aurélio, "alarido" é: clamor de vozes, vozeria de homens que trabalham, canto (...) barulho, algazarra, alarme de briga, conflito, gritaria (...). Mas é também: Andréa Furtini (voz, gaitas e percussão), Eurípedes Neto (voz e violões), Gustavo Scarpa (voz e baixo), Marcelo Franco (guitarras e violões) e Paulo Spiña (bateria).
CD: "Às próprias custas S.A."...
Originalidade e criatividade são as marcas deste primeiro CD, produzido de forma independente, contando apenas com o patrocínio do BDMG Cultural na prensagem, através do projeto "Estímulo BDMG à produção artística". Para custear todo o processo de produção, os integrantes da banda encontraram uma maneira original para levantar a grana: apresentando-se com a banda de samba "Odilara" - quase um anagrama de ALARIDO - nas noites de BH. Só assim para tornar realidade a música autoral que produzem. Na produção e gravações do CD, foram parceiros o Estúdio Casa Antiga, o produtor musical Marcos Frederico, o técnico de som e também produtor musical Fabrício Galvani e a Associação No Ato Cultural (produtora executiva da banda). Toda a masterização do disco foi feita no Estúdio Visom, no Rio de Janeiro, sob cuidados do técnico Luiz Tornaghi.
Dentre as 15 faixas do CD, foram convidados para participações especiais os músicos: André Miglio, da banda Falcatrua (em "Andarilho"), Fabrício Galvani ("Cidade de João Ninguém", "Tapôa", "Olheiras de Eurípedes" e "Andarilho") e integrantes do grupo de choro Siricotico ("Cidade de João Ninguém", "Sensibilidade", "Caminho" e "Cara novo, mundo louco"). A maioria das músicas do CD podem ser escutadas no site da banda: www.alarido.com.br.
SERVIÇO:
Show de lançamento CD da Banda ALARIDO (Independente)
Ingresso: R$ 15,00 (com direito ao CD)
Data: 07/02, quarta-feira, às 21 horas
Local: UTÓPICA MARCENARIA (Av. Raja Gabáglia, 4.700, Santa Lúcia, BH)
Para agendamento de entrevistas e informações, favor entrar em contato com:
George Cardoso - Assessoria de Imprensa - (31) 8858-9958
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GEORGE CARDOSO
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11:38 AM
Sexta-feira, Janeiro 26, 2007
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Em Minas tem Boa Música de Vanguarda...
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GEORGE CARDOSO
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4:38 PM
Terça-feira, Novembro 21, 2006
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Laroyê, Risério!
Há exatos 53 anos, nascia na Cidade da Bahia, um poeta e antropólogo que hoje figura entre os grandes pensadores da cultura (afro)brasileira, mais particularmente da vida cultural da terra da felicidade. Antonio Risério é o homem, o obá da palavra que, ainda no início dos 90, deu-me o sentido e a compreensão do AFOXÉ, da força que realiza a Bahia e o que nela nasce e provém. Para celebrar a vida do primo, lanço aqui um oriki recriado por ele no livro "Oriki Orixá" (Perspectiva, 95) a partir de originais iorubanos recolhidos por Pierre Verger. E que toque o padê!
ORIKI DE EXU ODARA
Viva Exu Odara
O bamba que zanza pelo campo
O bom de briga que abafa no bafafá
Que bota uma beca batuta
Pra ser porteiro de Deus.
Rei na terra de Ketu
Convida o alinhado e avia uma de leve.
Ele vem pra revirar o Benin.
Laroiê chora lágrimas de sangue.
Faz o torto ficar direito
Faz o direito ficar torto.
Ele tem oitocentos porretes
Cento e sessenta porretes porretas.
Bate bate batá.
Baixote que chega de noite do mercado
Baixote que chega junto
Como a beira, da estrada.
Viva Exu Odara.
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GEORGE CARDOSO
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6:02 PM
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
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Em maio deste ano, o Centro Cultural Casa África realizou no Centro Cultural da UFMG a 2ª edição da Semana Cultural do Senegal, que homenageou o poeta-estadista senegalês Léopold Sédar Senghor. Dentro do evento, coordenei junto com o doutor senegalês Amadou Abdoulaye Diop o seminário "Senghor + Pensamentos e Movimentos da Afro-diáspora". Para substituir o senegalês Ousmane Sane, acabei escalado na mesa que discutiu a vida e obra de Senghor. De bate-pronto, na minha pressa de herança armenguêra, numa tarde conturbada eu lancei no papel as idéias e letras do texto abaixo, que apresentei na mesa do seminário e agora jogo aqui pra vocês, camarás. Afoxé!
A Negr'Arte na Resistência Cultural e Humanitária
George Cardoso*
A vida de Léopold Sédar Senghor pode ser traduzida em dois eixos: o do homem público e político e o do poeta-pensador. No entanto, o laço que liga as duas trajetórias em Senghor é a Negritude, corrente de pensamento que busca reafirmar os valores das civilizações de origem negro-africanas. Mas é preciso compreender que a Negritude senghoriana, além de movimento poético e artístico, significa também um instrumento sócio-econômico e cultural para lutar contra um supremacismo branco, a exploração do colonialismo, do imperialismo e do racismo.
Ao contrario dos outros continentes, pode-se dizer que em África existe um sentimento para além dos sentimentos nacionais. Seria, assim, um sentimento continental, necessário para que os cidadãos das atuais 52 nações africanas pudessem/possam resistir às mazelas preconceituosas do racismo europeu, sofrido por aqueles que traziam sua diferentes origens reveladas nos traços e na pele. Este "sentimento de africanidade" nada mais é que a própria Negritude, sentida e conservada nas consciências, nas expressões e manifestações culturais e sociais, conceituadas a partir dos anos 30 pelo próprio Léopold Senghor, Aimé Cesaire e Leon Damas.
No entanto, o que pode ser considerada a grande sacada de Senghor e seus companheiros foi utilizar com inteligência do poder sensibilizador das artes negras enquanto arma na luta para reconhecer a condição humana e promover o respeito aos africanos e seus descendentes, diante dum processo histórico de opressão européia, que ideologicamente estereotipava estes povos como sendo eles desprovidos de Estado, sem Fé, sem História, sem Filosofia e sem Cultura. A arte negra era para Senghor a lança de combate para sensibilizar e fragilizar o inimigo opressor, o outro - o branco europeu -, para defender o valor das civilizações do mundo negro. Acreditava ele que era preciso "redistorcer" à verdade o pseudo-pensamento eurocentrista, construir uma nova epistemologia de uma cosmovisão africana e afrodescendente em vários âmbitos, seja na política ou nas artes, que expressasse uma voz própria para reconstruir a memória, a soberania e a civilização dos antepassados do velho continente africano.
Assim, no ano de 1966, já legitimamente empossado presidente do Senegal independente do domínio francês, Senghor realiza na capital Dacar o que pode ser considerado como uma das suas grandes obras: o 1º Festival Mundial das Artes Negras, que, para a historiografia mundial, deveria ser considerado o primeiro grande reencontro de negros das nações da afro-diáspora após quatro século de tráfico - ou melhor, do rapto cruel - dos filhos da Mãe-África que foram obrigados na condição de escravos a cruzar o Atlântico e nas Américas foram constituir novos povos.
Este primeiro festival teve representações de dezenas de paises em diversas modalidades: música, literatura, poesia, teatro, artes plásticas, a fim de mostrar ao mundo ocidental a imensa produção cultural e intelectual dos povos negros.
O Brasil, como segundo maior país de população negra no mundo, teve como representantes em sua delegação um grupo de capoeiristas liderados pelo mestre Pastinha, a Estação Primeira de Mangueira, entre outros, e que revelou como líder desta excursão de regresso à terra ancestral o escritor, artista plástico e ex-senador Abdias do Nascimento, que hoje, na altura dos seus mais de 90 anos de idade, é um dos ícones máximos do reflexo da Negritude no Brasil.
Porém, neste primeiro festival, o Itamarati excluiu deste importante evento grandes artistas negros brasileiros, a exemplo do ator Grande Otello. Como repúdio ao desrespeito do governo brasileiro, Abdias escreve ao governo senegalês, à UNESCO e à Sociedade Africana de Cultura ¿ com sede em Paris -, então responsáveis pela organização do festival, uma carta de condescendência aos ausentes da maior nação negra das Américas, que desenha em letras a importância do festival enquanto acontecimento e obra viva e humana para todo o mundo da diáspora negra, em que dizia:
"Irmãos:
A diáspora negra foi o acontecimento mais trágico da história do homem. Fomos arrancados pela violência do coração da África - de nossos deuses, de nossos costumes, de nossos afetos - e vimos habitar o Brasil, Cuba, Venezuela, Porto Rico, Haiti, Estados Unidos. A história guarda nossa história nesses quatro séculos e, hoje, convocados pelo Senegal livre, por nossa Mãe-África libertada, realizamos a ansiada viagem de volta. Desde cidades tentaculares como Nova York ou São Paulo, dos canaviais cubanos, dos bananais da América Central, dos cafezais colombianos, do fundo das minas, dos poços de petrolíferos, das usinas, ou dos mistérios da Bahia e Porto Príncipe, regressamos com nossas lágrimas e nosso riso. Enrijecidos na experiência de sangue, de força, de luta, de sofrimento - construímos um mundo novo, uma civilização nova -, comparecemos a esse 1º Festival Mundial das Artes Negras para confirmar nossa fidelidade às origens que estes quatro séculos de escravidão não conseguiram anular. Fomos negros ontem, somos negros hoje, seremos negros amanhã.
Nós, os negros brasileiros, artistas, poetas, intelectuais, músicos, nós, os exclusos fisicamente de Dacar, não nos sentimos ausentes. Em cada passo de dança que se executar no Festival, nós também estaremos dançando. Estaremos presentes em cada palpitação, na poesia e na música que se ouvir. Somos testemunhas oculares, pois nosso rosto está impresso para a eternidade nas máscaras que se exibirão. Somos a Negritude. E Negritude é a própria onipresença para aqueles que a assumem e a amam. Sobre as diferenças de idiomas, acima das distancias territoriais e das nacionalidades, os veios da diáspora, em movimentos concêntricos, se reintegram no grande mar escuro dessa mágica Negritude que nos manteve no espaço e no tempo unidos e irmãos."
Através deste texto de Abdias do Nascimento podemos conhecer um pouco do que foi uma das obras que Léopold Sédar Senghor idealizou para a posteridade da memória das civilizações negras no mundo.
*George Cardoso - jornalista, pós-graduando em "Estudos Africanos e Afro-brasileiros" pela PUC-Minas e Diretor de Comunicação do Centro Cultural Casa África
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GEORGE CARDOSO
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11:45 AM
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
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d´Volta à Blogosfera...
Camarás,
Após 7 (meu número de sorte, conforme os astros ou não sei lá o quê) longos meses de letras distantes desse terreir´eletrônico, eis-me aqui, quase zumbi, quase egum, quase um...
Essa semana foi da porra, com o lançamento do catálogo do projeto Cultura Afro Nas Escolas (q lançarei assunto por´aqui depois), mas... bola pra frente!
É, a chuva fecha o dia na montanha cá nesse pedaço de Minas. Mas eu, q nasci à beira-mar, tô só perando o sol quará a paisagem... Pra ficar tudo jóia rara!
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GEORGE CARDOSO
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5:26 PM
Quarta-feira, Maio 31, 2006
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Inexplicável tristeza, de Tadeu Jungle (2006)
"Não há muito o que dizer" (V.M.)
com Cesaria Evora a soprar meus ouvidos... [Clique aqui e baixe a trilha]
morna, inquietud
in m'peito q'alça
vôo a passar in
céu s'esperanza
d'amor por'esperar
n'acalanto da noite
riscado por
GEORGE CARDOSO
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11:32 PM
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